A moça sabia que haveria ouvidos para escutar, sabia também que os olhos não iriam acusar. Mas ela criava, inventava, recriava, milhares de motivos para não falar.
Ela acreditava nos problemas dos outros, mas qualquer que fosse o seu, era fútil demais para incomodar, por isso ela se calava, deixava tudo passar. Vivia assim, mesmo nunca estando livre.
(DMA)
Não por mim, pelas pessoas. Tenho medo de viver da forma que vivo mentalmente.
(DMA)
Olhava pra mim nestas atuais condições, e ria, era a unica coisa que restava.

- Vai lá encarar sua futilidade outra vez.
(DMA)
Sorria. Vamos, você já chorou outras vezes e de nada adiantou. Coloca um sorriso nesta cara e continua com a vida, porque parar não é morrer! Ou é, mas aos pouquinhos, e morte assim é dolorosa demais.
(DMA)
O interessante não é desejar o terreno verde do vizinho, é se acomodar com qualquer outro pedaço de terra.

(DMA)
Chega uma hora que você acredita na incapacidade de se levantar, passa a se sentir acolhida pela frieza do chão. Ainda consigo ver as mãos estendidas se propondo a me ajudar, mas existe incredulidade diante da firmeza que elas possuem.
(DMA)
Dói tentar diminuir . Você ama da sua forma, no seu tempo, e cá entre nos, tempos diferentes dos meus. Amas tão pouco, mas ama por inteiro, eu amo tanto, quase nunca o suficiente.
Amo partes erradas.
(DMA)
Podia ser amor. Daquele bem desnecessário.
(DMA)
Ao pensar em mim, é difícil conceber a ideia de ser tão fria, já fui diferente! Dizem que a vida passa por estações, se isto realmente acontece, devo estar em um inverno muito longo pois sou capaz de congelar até os corações que se aproximam de mim. Estou precisando é de uma boa primavera!
(Fernanda Ricas)
Sociedade tola! Agora entendo porque a curiosidade matou o gato... Vocês não.

O gato não morreu de curiosidade, na realidade, ele morreu por ter saciado ela. E dói.
Dói se deixar vencer pela curiosidade, e ser dilacerado pela realidade.
Nem tudo que está no oculto deve ser revelado, mas vai. Só fique atento pro curioso da rodada não ser você, ou ao menos, esteja preparado pra conviver com o que descobriu.
(DMA)
 
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